Montinhos de Luz

Um blog de Nuno Firmino

A ordem nas leis

Written By: Nuno Firmino - Mai• 16•12

O que é uma lei?
É uma ondem!

Written By: Nuno Firmino - Abr• 18•12

Cada obra nasce antes de ti

Nota:Para recordar, escrevi a frase esta noite no seminário na fcsh da nova de lx. Noite muito interessante.

Estou no facebook

Written By: Nuno Firmino - Abr• 09•12

Caro leitor, porque o facebook é mais propício, passarei a escrever e a interagir mais por lá. Por motivos vários (que passam pelos mais variados motivos), tenho o acesso condicionado a poucos filiados, mas tenho alguns posts públicos.
Tive que optar e excluir alguns dos membros – uns até pelos mais bonitos motivos. De qualquer forma, continuarei a aparecer por cá, e muito de mim está já escrito. O mais que vier é apenas igual.

Abraço do Nuno Firmino

Feliz Páscoa, amigos

Written By: Nuno Firmino - Abr• 06•12

Portugalidade com garra lusitana

Written By: Nuno Firmino - Abr• 05•12

Facebookianos, já repararam no Sá Pinto como treinador (e como jogador que foi): que autêntico guerreiro luso. É um igual se faz favor para primeiro-ministro e outro gémeo para presidente da república.
Sá Pinto é uma inspiração nacionalista.

Até o perfil do homem:
- É um guerreiro, senhores!
«É hora»

http://www.maisfutebol.iol.pt/fotos/225257/1

Aindo o «Pela Estrada Fora», de Jack Kerouac

Written By: Nuno Firmino - Abr• 05•12

Ainda está para apurar a dimensão da revolução cultural (e já agora: dos estragos!?) que este livro, aliás, poderoso livro, exerceu na humanidade, a partir da segunda metade do XX. Dava uma boa tese de doutoramento. Há quem diga que devia ser um livro proibido na adolescência, tal o abanão que todos os jovens (sem excepção) sofrem. Entranha-se como um demónio revolucionário nas almas dos 15 aos 25 e revoluciona. Não sei se deverá haver livros proibidos, mas se dali nasceram muitas flores, também demasiadas foram cortadas para colocar em campas.

O que acham, para bem da humanidade deveria proibir-se a venda (ou aluguer) do «Pela estrada fora» a menores de 25?

(Quem diz este livro diz outros tremendamente tremendos…)

Afinal, deve haver livros proibidos?

Memórias

Written By: Nuno Firmino - Abr• 04•12

Afinal, não escrevi o «Pela estrada fora», de Jack Kerouac. Na segunda parte do livro já não sabia de cor o próximo parágrafo. Foi certamente um livro que comecei a ler há vinte anos atrás e que logo coloquei de parte para viver na primeira pessoa o que lá está escrito, e nem deu tempo de ler o livro até ao fim. Aos 16 anos comecei a deixar crescer o cabelo e a beber, a sair à noite e a frequentar todo o tipo de espaço mal frequentado. No Pinhal Novo até fui barman e em Espanha percorri a noite com pressa de sentir tudo. Só parei aos vinte e seis anos, quando o meu pai faleceu. Vivi tanto essa vida que hoje em dia ninguém me vê num café ou bar, ou discoteca – enjoei.
Fui amigo de todos os bandidos poetas do Pinhal novo e Setúbal (estudei na Sebastião da Gama, quatro anos).
No pinhal novo, destaco o Chico Amando com quem apanhei tomates num verão (e as brincadeiras que se fizeram, que ninguém lhe jogasse um tomate ao adorável cabelo longo, já de si meio encarniçado) e paguei-lhe o bilhete de combóio no dia em que faleceu, eu ia para a pesca e ele para a morte. O seu funeral foi o maior acto cultural que o Pinhal Novo viveu até hoje, vieram punks de londres, metaleiros de Espanha e beatniks de todas as estradas. Houve guerra com o padre, mas nada mais a acrescentar a não ser que ali era enterrado a última bíblia hippie.
Em setúbal, partilhei ganzas com os três magníficos super heróis drogados na taberna «Adega dos passarinhos (que tinha as melhores bifanas do mundo)», que ficava logo ao lado da escola onde andava. Certa vez, estava a beber umas cervejas com um colega estrábico e muito porreiro, quando entraram uns ciganos e começaram a gozar com ele, este, estúpido ou corajoso, enfrentou-os. Que dizer a não ser que eu já estava a um canto agachado, e não era de bêbado, com uns quantos a arriarem, quando fui salvo pelos Super Heróis drogados. Que com o seu cheiro nauseabundo e cabelos compridos desgrenhados impuseram de imediato respeito aos ciganos, sem uma única frase violenta. Só disseram que eu e o vesgo eramos amigos deles, foi então ver os ciganos a correr dali para fora e os drogados a correrem atrás deles, comigo e o estrábico a tentar acompanhá-los. Corremos um bom quarteirão, depois desistimos e fomos todos beber umas cervejas.
Enfim, outro dia conto mais…

Para o que der e vier

Written By: Nuno Firmino - Abr• 04•12

Nasci vagabundo… Todavia, moro numa casa e quem me vê pode até desdizer o que afirmo. Mas tenho alma de vagabundo, porque as coisas não me interessam ou então interessam demais. Não vejo cargos, vejo corações ou actos. Sou um vagabundo porque pouco constante – apesar de trabalhar incessantemente desde os quinze anos, ter uma casa há dez e estar casado há oito -, a vida para mim só faz sentido a ferro e fogo. Cheiro poesia quando me aproximo de uma flor, vejo Deus num olhar ou num gesto e digo-o. Ser vagabundo é sentir igual em todas as ocasiões, brincar em liberdade e abraçar. É aprender com o outro, mesmo que o outro peça esmola.
Resumindo e concluindo, ser vagabundo é partilhar-se, dar o coração porque não se tem dinheiro (ou este não faz sentido). É estar disponível para o que der e vier.

A morte da culpa

Written By: Nuno Firmino - Abr• 04•12

E a multidão crucificou o homem, «sou humano e tenho defeitos», dizia este. E a multidão em uníssono: «também tenho defeitos». E depois matou-o e cada um levou o seu quinhão de culpa para casa. Ser humano é matar, dar vida e carregar culpa.
Depois a liberdade adveio num tempo distante e o homem agradeceu, o seu corpo já não existia, nem ninguém carregava mais a culpa da sua morte. O tempo tudo apaga, o que é bom e o que é mau.

Há um momento em que as coisas deixam de interessar, só há interesse num curto espaço, no agora. Quando o agora esqueceu, o homem nunca morreu e a culpa morreu.

O Sol Falou

Written By: Nuno Firmino - Abr• 03•12

E a fábula nasceu, pesava pouco mais que um poema, mas era crescidita. E linda.
Saudações, Esopo.